portugal na união europeia

Muito resumidamente, a União Europeia é uma parceria económica e política com características únicas, que reúne 28 países europeus.

A sua criação remonta a 1958, mas só em 1993, aquando da assinatura do Tratado de Maastricht, se começou a chamar de União Europeia (UE), até então tinha o nome de CEE (Comunidade Económica Europeia).

A UE assenta no Estado de Direito e todas as atividades que desenvolve têm por base Tratados, aprovados voluntária e democraticamente por todos os países que a constituem.

Posto isto, passamos para Portugal, Portugal na União Europeia.

Portugal aderiu a 1 de janeiro de 1986 à União Europeia e, passados 33 anos, conta com 21 assentos no Parlamento Europeu.

Do PSD:

  • José Manuel Fernandes
  • Paulo Rangel
  • Cláudia Aguiar
  • Sofia Ribeiro
  • Fernando Ruas

Do PS:

  • Ricardo Serrão Santos 
  • Maria João Rodrigues 
  •  Ana Gomes
  • Carlos Coelho
  • Pedro Silva Pereira
  • Carlos Zorrinho
  • Liliana Rodrigues
  • Francisco Assis
  • Manuel dos Santos

Da CDU:

  • Miguel Viegas
  •  João Ferreira
  • João Pimenta Lopes

Do BE:

  • Marisa Matias
  •  

Do CDS-PP:

  • Nuno Melo

Do PDR:

  • António Marinho e Pinto

Do MPT:

  • José Inácio Faria

Agora, falando das posições de Portugal na União Europeia.

Diria que, de uma forma geral, Portugal na lista dos 28 países da EU, deveria constar no top 20.

Vamos avaliar vários aspetos para confirmar a anterior afirmação.

 

Economia de Portugal:

Segundo a análise do banco, que usa o dólar como referência, no período de 12 meses que encerrou em meados de 2018, o número de pessoas em Portugal com mais de um milhão de dólares (866 mil euros) em património ascende aos 94 200.

Menos que em 2017, pois, havia mais de 99 mil portugueses com esta quantia amealhada.

Com isto percebemos que está a acontecer um decréscimo em relação ao número de milionários em Portugal. Apesar das previsões ditarem que, em 2023, existirão perto de 123 milhões de portugueses com mais de um milhão de euros.

No geral, Portugal, tem vindo a apresentar um grande desenvolvimento económico e uma profunda transformação desde que passou a integrar a UE. Como país rico que é, a economia de Portugal é bem diversificada, baseada na iniciativa privada de empresas bem estruturadas, desde grande multinacionais à pequenas empresas.

A agricultura ocupa 13% da população ativa e contribuiu com 2,8 do PIB.

A indústria é muito importante na economia portuguesa e emprega aproximadamente 32% da população ativa. Sendo que, as principais indústrias são as de alimentos processados, têxteis, maquinaria, produtos químicos, produtos de lã, cristal e cerâmica, petróleo refinado e material de construção.

Em relação à EU:

Em termos do valor total dos bens e serviços produzidos (PIB), a economia da UE é maior do que a economia dos EUA. Sendo o PIB da UE em 2017:

15 300 mil milhões de euros

75 % das exportações portuguesas destinam-se a outros países da UE (Espanha – 26 %; França – 13 %, Alemanha – 12 %). Das exportações para o exterior da UE, 5 % têm como destino os Estados Unidos e 3 % Angola.

O que diz respeito às importações, 78 % provêm de países da UE (Espanha – 33 %, Alemanha – 14 %, França – 7 %). Das que provêm do exterior da UE, destacam-se as importações provenientes da China (3 %) e as da Rússia (2 %).

Relativamente à taxa de emprego:

Nas mulheres, numa lista de 28 países, Portugal é 8º com maior taxa de emprego, já nos homens, Portugal fica pelo 11º lugar, segundo dados do Eurostat.

Posto isto, é bom referir que, Portugal teve, em 2017, o terceiro maior crescimento percentual na taxa de emprego face ao ano anterior, para os 73,4%, estando mais próximo do objetivo Europa 2020 (75%) e acima da média da União Europeia (UE 72,2%), segundo o jornal Observador (https://observador.pt/2018/04/20/portugal-com-3-o-maior-crescimento-na-taxa-de-emprego-entre-os-20-e-64-anos/).  

Ilustração 2 Taxa de emprego dos países da UE

Pelo contrário, relativamente ao desemprego:

Portugal encontra-se na 22ª posição, com mais percentagem de desemprego, da população ativa no país, 8,9%, segundo dados do Eurostat.

Relativamente à disparidade salarial entre mulheres e homens portugueses:

Portugal está no 20º lugar, com uma percentagem de, cerca de, 16, 3%. Logo, podemos dizer que, a disparidade salarial entre homens e mulheres, em Portugal, ainda é um pouco diferenciadora, segundos dados da Eurostat.

Para finalizar esta comparação, queremos dar um pequeno olhar pela poluição em Portugal e na EU:

De uma forma geral, segundo o jornal negócios, e numa notícia de 2017, Portugal está no pódio dos países europeus que mais reduziram emissões poluentes, em 2016.

Malta (-18,2%) foi o país onde as emissões de dióxido de carbono (CO2) mais recuaram no ano passado, segundo os dados do Eurostat. Segue-se a Bulgária (-7%), com Portugal na terceira posição (-5,7%), seguido do Reino Unido (-4,8%).

Pelo contrário, vários países europeus registaram uma subida das emissões poluentes. A Finlândia lidera os aumentos (+8,5%), seguida de Chipre (7%), Eslovénia (5,8%) e da Dinamarca (5,7%).

Dos 28 países da União Europeia, as emissões subiram em 17 deles, e desceram em 11.

A Alemanha tem a maior fatia de emissões de CO2 da União Europeia, com 22,9% do total.

Um facto que o Eurostat refere, é que, as importações e exportações de energia têm impacto nas emissões de CO2, na medida em que, por exemplo, um país que compra carvão aumenta as suas emissões, enquanto que um país que compra electricidade a outra não aumenta a sua emissão, pois o aumento de dióxido de carbono seria registado no país onde a energia é produzida.

Esta é a nossa análise da economia em Portugal, em relação à EU, e, consequentemente, a análise de Portugal em relação à União Europeia.

Para acabar o trabalho, não pudemos deixar de referir os portugueses com cargos importantes na Europa (Nações Unidas):

António Guterres- depois de ter sido deputado no parlamento português durante 17 anos, líder do grupo parlamentar do Partido Socialista e Primeiro-Ministro Português entre 1995 e 2002, torna-se o nono secretário-geral da Organização das Nações Unidas desde 2017.

Entre 2005 e 2015, antes de ser nomeado Secretário-Geral, António Guterres liderou uma das principais organizações humanitárias do mundo, o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Mário Centeno- Presidente do Eurogrupo;

Vítor Constâncio- vice-presidente do Banco Central Europeu;

Jorge Moreira da Silva- Diretor para o desenvolvimento da OCDE

Carlos Moedas- comissário Europeu da investigação, ciência e inovação;

Álvaro Santos Pereira- diretor de estudos da secção dos países no departamento económico da OCDE;

Vitor Gaspar- diretor do Departamento de Assuntos Orçamentais do FMI;