VI Jornadas do Departamento de Matemática e Ciências Experimentais

25 de Junho de 2012

Quarta-feira, catorze e trinta, um movimento superior ao normal junto ao portão da Escola Básica e Secundária de Moimenta da Beira. Fui ver mais de perto… Vejo professores de Biologia e Geologia, de Física e Química, de Matemática e de Informática. “Queres vir connosco?”, um dos professores atirou. “Para onde?”, perguntei. “Para a Serra da Nave, vamos ouvir algumas das histórias que ela tem para nos contar!”, uma resposta cujo contexto quis obter. De pronto, o consegui: “São as VI Jornadas do nosso Departamento, que incluem uma visita guiada à Serra da Nave, um lanche-convívio,…”. Equipados a rigor para a jornada, perdão, as Jornadas, com os bonés  protetores de um sol abrasador que fustigava aquele treze de junho que escancarava as portas ao verão, os valentes professores conferiam o material que lhes foi distribuído pelo Grupo de Recrutamento organizador, o de Biologia e Geologia. Com a presença dos guias, António Crespí (botânico e investigador da UTAD) e José Carlos Santos (arqueólogo), estavam reunidas as condições para irmos desvendar alguns dos mistérios naturais e antropológicos guardados nessa elevação em forma de planalto com que fomos presenteados.

Os automóveis, bem compostos, saíram em fila, rumo à acolhedora Alvite, cujas gentes demonstram nestas ocasiões toda a sua simpatia e hospitalidade.

Já na Quinta dos Caetanos, os automóveis tiveram o seu merecido descanso. A pé, chegou a hora de enfrentar um caminho de cabras, com charcos pelo meio, desafiando o equilíbrio dos mais titubeantes… Mas, quem corre por gosto não cansa!

António Crespí foi-nos mostrando como alguns aspetos paisagísticos do fundo que nos cercava se relacionavam com toda uma dramática tectónica e  orogenia que marcou alguns dos mais emocionantes episódios da história do nosso planeta.

José Carlos Santos, junto de alguns achados arquelógicos, como a Necrópole Megalítica da Nave, levou-nos a fazer uma viagem detalhada ao mundo dos nossos antepassados e seus costumes.

Pudemos ver como a dinâmica do ser humano se enquadra numa dinâmica natural contemporânea que não é mais do que um episódio recente de uma história geológica muito mais antiga do que a nossa e que já teve guinadas na direção do seu curso difíceis de perceber sem ajuda de especialistas. Esta Natureza (mais concretamente a sua fauna e flora e todo o seu suporte geológico), que aparentemente é tão imutável, já realizou, há centenas de milhões de anos, viagens que só há muito poucos séculos o ser humano se atreveu a empreender!

E por falar em viagens longas, o cansaço físico já começava a aguçar o apetite dos participantes. À chegada à cabana do nosso colega Paulo Clemêncio, sentimos o cheirinho agradável das iguarias gastronómicas da região, confecionadas pelas briosas voluntárias da associação local “Gente da Nave”. Embora a atenção dada ao futebol não fosse muita, tal o banquete cultural que nos estava a ser servido desde o início da tarde, ainda deu para nos regozijarmos com o sucesso, além-fronteiras, da nossa Seleção de futebol. Por fim, chegou o nosso Diretor, com palavras de agradecimento e de aprovação, o que nos veio encorajar ainda mais para  futuros encontros destinados à partilha de conhecimento e experiências e ao encorajamento para o empreendimento que é a construção de um sistema de ensino cada vez mais capaz de responder aos desafios de uma sociedade em profunda e exigente transformação.

A todos os que enriqueceram, com a sua presença e partilha, estas jornadas, o Departamento de Matemática e Ciências Experimentais e, em particular, o Grupo de Recrutamento 520 (Biologia e Geologia) vêm expressar o seu muito bem-haja!

            É caso para perguntar: Para quando as VII Jornadas?