O projeto Erasmus+ “EU-TOPIA” esteve na Alemanha

15 de Outubro de 2015

Projeto Erasmus +, Educação e Formação, EU-TOPIA

Mobilidade à Alemanha

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Grupo português na Torre do Castelo de Fulda

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Grupo Erasmus + em frente à Catedral de Fulda

No âmbito do projeto Erasmus +, Educação e Formação, EU-TOPIA, Thinking about Language, Social Media, Economics, Democracy and Environment, de 5 a 11 de outubro, decorreu mais uma mobilidade, desta vez à Alemanha. Participaram os alunos Marília Guedes (10º B), Fátima Guzman (10º B), Tomás Vale (10º B), Anna Matos (11º A), Bruna Dantas (11º D), Edgar Neto (11º B), Francisco Araújo (11º B), Natálya Demenchuk (12º B) e Joaquim Silva (12º A).

No primeiro dia, conheceu-se a escola alemã, Marianum Staatlich Anerkannte Realschule und Gymnasiale Oberstufe, situada em Fulda. Seguidamente, todos os alunos fizeram apresentações interativas, previamente preparadas nos respetivos países. De tarde, tivemos visitas guiadas à catedral da cidade, assim como ao castelo.

No dia seguinte, partimos para Ostheim, onde visitámos a fábrica da Bionade, uma bebida orgânica da região do Reno. Após um longo passeio pela Wasserkuppe, a montanha mais alta da região, os alunos tiveram oportunidade de praticar desportos radicais numa ambiência idílica.

Na 5ª feira, todos os alunos fizeram apresentações sobre problemas ecológicos. Após estas apresentações, constituíram-se workshops de grupos de alunos multilingues. Nestes grupos, os alunos discutiram possíveis soluções para os problemas ecológicos mencionados previamente nos trabalhos. Posteriormente, apresentaram as conclusões a que tinham chegado. De tarde, partimos para a cidade de Schlitz, onde tivemos uma visita guiada. Esta localidade é encantadora, pois todas as habitações e edifícios públicos, muito bem preservados, se enquadram na típica construção enxaimel ou Fachwerk, uma técnica muito desenvolvida na Alemanha, principalmente no Renascentismo, e que consiste na utilização de hastes de madeira encaixadas em posições verticais, horizontais e diagonais. Schlitz é um exemplo lindíssimo desta técnica de construção.

Na 6ª feira, visitámos, em Thüringen, no estado de Hessen, Merkers, uma mina de sal com 200 milhões de anos e com a área aproximada de 280 km2, distribuídos por dois níveis. Em alguns sítios, atinge 800 metros de profundidade. Uma rede impressionante de estradas, no total de 4200 km, abrange toda a enorme extensão desta mina que começou a ser explorada há 100 anos. Atualmente, emprega cerca de 2000 trabalhadores. Nesta mina, todos ficaram impressionados com o “Great Bunker”, um “salão” com 250 metros de comprimento, 22 de largura e 14 de altura. Não é surpreendente que diversos cantores e grupos musicais, de renome internacional, tenham atuado neste espaço, dadas as suas excelentes condições acústicas. Assistimos, neste local, a um espetáculo de luz e som absolutamente deslumbrante. A visita guiada, de duas horas, proporcionou ainda a oportunidade de se apreciarem vários outros locais de interesse da mina, como, por exemplo, a Kristallgrotte, uma gruta com lindíssimas formações compostas por cristais de sal, de diversos tipos. Pudemos ainda visitar um enorme espaço onde, no final da 2ª Guerra Mundial, 200 toneladas de ouro, incluindo largos milhares de barras de ouro, assim como valiosíssimas obras de arte, foram armazenadas pelos nazis do III Reich.

Após esta fascinante visita, deslocámo-nos a Point Alpha, um local de observação americano, situado na ex-Alemanha Federal, precisamente em frente ao soviético, na Alemanha de Leste, durante o longo período da Guerra Fria. Aqui se começou a construir a divisão entre a Alemanha Ocidental e a de Leste. No início dos anos 50, calcula-se que cerca de 3,7 milhões de alemães tenham fugido da Alemanha de Leste para a Ocidental. Contudo, a partir de 1961 (e após a construção do Muro de Berlim), a possibilidade de saírem da Alemanha de Leste tornou-se praticamente impossível, visto que, na denominada Zona Restrita, de cerca de 500 metros de largura, entre as duas fronteiras, a Alemanha de Leste instalou, ao longo de toda a fronteira, com cerca  de 1400 kms, milhares de minas potentíssimas; para além disso, as vedações de arame eletrificado, com 3 metros de altura, e a existência de mais de 6000 cães (especificamente treinados para atacar ou mesmo matar pessoas), impossibilitava qualquer tentativa de fuga da Alemanha de Leste para a Ocidental. Até 1989, uma invasão das tropas do Pacto de Varsóvia esteve, por diversas vezes, iminente, precisamente a partir deste local, o que teria provocado o início de uma 3ª guerra mundial. Os soldados americanos saíram de Point Alpha em 1990 e os russos em 1995. Pelo exposto, podemos dizer que esta visita se revelou interessantíssima dado o peso histórico ainda muito presente em todo a extensa envolvência.

Salienta-se o comportamento irrepreensível, como, aliás, em todas as mobilidades anteriores, dos nossos alunos. Conviveram, jovialmente, com os alunos de todos os países, tendo, obviamente, beneficiado muitíssimo, pois tiveram, durante todos os dias, a oportunidade de comunicar em inglês e contactar com singularidades de culturas diferentes, uma mais-valia riquíssima.

Na reunião de professores que, obrigatoriamente, decorre sempre em cada país, delinearam-se já as atividades a desenvolver e os trabalhos a apresentar na próxima mobilidade, a realizar em fevereiro.

Podemos afirmar que, e como em todas as mobilidades realizadas nos projetos anteriores, o momento da despedida foi, também desta vez, muito emocionante entre todos, pois era notória a nostalgia e a comoção que envolveram os alunos e professores. As vivências, inegavelmente enriquecedoras, experienciadas por todos, são inolvidáveis. Ficam para a vida, pela sua riqueza pessoal e interpessoal.

 

A equipa do projeto,

Aida Diamantino Cardoso

Graça Coutinho Mendes

Mª Fátima Lameira

Felisberto Nogueira Lima

Everilde Tojal Rebelo